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Eleições-2017: Líderes religiosos apelam para aceitação da vontade do povo

Líderes religiosos na província do Cuanza Sul pediram, nesta quinta-feira, na cidade do Sumbe, a todos os partidos políticos que concorreram no pleito de 23 de Agosto à aceitar os resultados eleitorais, por se traduzir na “vontade do povo”.

Em declarações à imprensa, o reverendo Pedro Nzau, da Igreja Bom Deus, referiu que os líderes dos partidos políticos devem aceitar os resultados definitivos a ser divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“Vamos continuar a orar para que Deus dê sabedoria àqueles que estiverem a frente do país, conseguindo ultrapassar as dificuldades que a maior parte da população angolana enfrenta e, também, fortalecer a nossa democracia“, sublinhou o reverendo.

Por sua vez, Rosa Chitula, reverenda da Igreja IECA, pediu “mais calma” e que os políticos respeitem, de forma democrática, a vontade do povo e os resultados eleitorais, “porque o partido vencedor terá uma grande missão a cumprir perante o seu eleitorado”.

“Seja qual for o partido vencedor, este governará para todos os angolanos”, realçou ainda Rosa Chitula.

O MPLA lidera a contagem de voto nas 18 províncias do país com 61,05 por cento, a UNITA com 26,72, a CASA-CE com 9,49, PRS com 1,33, FNLA com 0,91 e APN com 0,50.

As eleições de 23 de Agosto contaram com a participação de cinco partidos e uma coligação, nomeadamente MPLA, UNITA, CASA-CE, FNLA, PRS e APN, sendo que os resultados provisórios nacionais actualizados, disponibilizados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, coloca o MPLA em primeiro lugar, com 61,05 por cento dos votos.

Com maioria qualificada, o partido no poder em Angola vê, assim, eleitos os seus candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República, João Lourenço e Bornito de Sousa, respectivamente, bem como 150 dos 220 deputados à Assembleia Nacional.

Na segunda posição, surge o partido liderado por Isaías Samakuva, a UNITA, com 26,72 por cento dos votos escrutinados, o que lhe confere 51 dos 220 deputados eleitos. (Angop)